Os Juizados (1º e 2º) da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (JVDMs) da Comarca de Porto Alegre ampliaram a rede de parcerias com o acréscimo da Mulher em Construção, Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua com o objetivo de capacitar mulheres para o trabalho na construção civil.
A partir de convênio, três mulheres atendidas e acolhidas pelo Projeto Borboleta, iniciativa dos JVDMs, puderam participar entre os dias 27/6 e 8/7 do curso Mulheres na Indústria: Introdução à produção de esquadrias de PVC, aplicado pela empresa Zardo Esquadrias, e com apoio da Kömmerling, fornecedora de sistemas. Aulas teóricas abordaram temas como cidadania, empreendedorismo e direitos.
A Diretora Presidente da ONG, Bia Kern, saúda a experiência e diz que o objetivo agora é encaminhar as participantes ao mercado de trabalho do setor. Segundo ela, a parceria com o Poder Judiciário é fundamental para atender mulheres que estejam vulneráveis social e/ou economicamente.
“Se o desemprego é tamanho, e ao mesmo tempo tem tanto serviço na construção civil, porque não dar uma chance para as mulheres, principalmente essas (atendidas no Borboleta) que já passaram por várias situações e que muitas vezes são chefes de família”.
Uma das alunas, G., há mais de dois anos participa de um grupo de acolhimento do Borboleta, experiência que considera muito importante na superação da violência doméstica que sofreu. Sobre o curso, diz que sentiu-se bem com a oportunidade para ela e as demais colegas. Desempregada e com três filhos, agora espera uma oportunidade.
Capacitação teve abordagem prática e teóricaCréditos: Arquivo pessoal
Borboleta
O projeto, criado há mais de dez anos, orienta, acolhe e busca oferecer dignidade às vítimas de violência doméstica e seus filhos, bem como realizar um trabalho com os ofensores.
A Juíza de Direito Madgéli Frantz Machado é a Coordenadora do Borboleta nos Juizados da Violência Doméstica em Porto Alegre, e comenta sobre a parceria com a Mulher em Construção. “A parceria entre o Poder Judiciário e a sociedade, através de organizações da civil e de empresas privadas é fundamental para o enfrentamento da violência contra a mulher”, avalia. “Mais da metade das famílias brasileiras é chefiada por mulheres. E, estando a mulher em situação de violência, deve receber uma atenção especial, um suporte necessário para o rompimento do ciclo da violência, que se constitui na capacitação para o trabalho e na oportunidade para a geração de renda. Que venham novas parcerias!”, completa a magistrada.
O 2º JVDM do Foro Central da Capital tem como titular o Juiz de Direito Luís Alberto Rotta. A Juíza de Direito Márcia Kern atua em regime de exceção criminal no 1° Juizado de JVDM. Conheça mais: Conheça o Projeto Borboleta, que auxilia vítimas de violência doméstica.
Novo Hamburgo
A iniciativa de capacitação profissional também já está sendo aplicada em Novo Hamburgo, de acordo com a Juíza de Direito Andrea Hoch Cenne. “Indicamos mulheres vítimas de violência doméstica, em parceria com a rede de proteção, para oficinas de qualificação”, que são promovidas pela Mulher em Construção. A primeira turma já iniciou, com aulas teóricas e práticas.
