A campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”, que incentiva mulheres vítimas de abusos, ameaças e agressões a pedir ajuda por meio de um X vermelho na palma da mão, completa dois anos neste mês com uma nova missão: o objetivo agora é conscientizar os homens. No Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), esse trabalho de conscientização tanto da violência doméstica e familiar contra a mulher quanto da própria campanha nacional já vem sendo feito por meio do projeto Mãos à Obra, que leva palestras educativas sobre o tema a trabalhadores e trabalhadoras da construção civil.
A nova fase da campanha, coordenada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pretende evidenciar o papel masculino no enfrentamento à violência de gênero. Nesta segunda-feira, 13, cerca de 50 trabalhadores e trabalhadoras da construção civil assistiram às palestras do projeto Mãos à Obra, no canteiro de obras do edifício Livelo Garden, localizado no bairro da Batista Campos, em Belém. A iniciativa do TJPA é da Coordenadoria Estadual do Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), que tem à frente a desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção do Pará (Sinduscon-PA).
Responsabilidade – Lançada em junho de 2020 em decorrência do crescimento dos índices de feminicídio durante a pandemia da Covid-19 – em razão do isolamento social, muitas mulheres passaram a conviver mais tempo com os agressores –, a campanha Sinal Vermelho rapidamente ganhou repercussão em todo o país. Cerca de 15 milhões de pessoas foram impactadas nas redes sociais com o compartilhamento de quase 30 mil fotos com a hashtag #sinalvermelho. No TJPA, peças sobre a campanha foram produzidas para auxiliar na divulgação.
Com a divulgação, inúmeras mulheres que viviam sob vigilância constante buscaram auxílio ao se dirigirem a farmácias com o X vermelho marcado na mão. O sucesso levou à adesão de shoppings centers, agências bancárias, cartórios, tribunais e órgãos públicos – que, além de socorrer a vítima, estão orientados a chamar a polícia imediatamente.
Fonte: Coordenadoria de Imprensa
Texto: Anna Carla Ribeiro, com informações do CNJ
Foto: Foto e arte de Airton Nascimento
Texto: Anna Carla Ribeiro, com informações do CNJ
Foto: Foto e arte de Airton Nascimento