O trabalho é direcionado às mulheres indígenas da Aldeia do Manga, quilombolas da localidade do Patuazinho, estudantes de escolas públicas, acolhidas do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) e aquelas que transitam pela fronteira Oiapoque/Guiana Francesa.
As oficinas ofertadas foram: Autismo – suspeita, diagnóstico e terapias; Prevenção ao uso abusivo de álcool; Organização para o bem-estar; O poder de ser mulher – como se tornar forte em meio às situações de violência; Arte em resina; Cultivando Flores; e Coquetelaria de frutas.
Durante as oficinas, as participantes têm a oportunidade de compartilhar suas histórias de vida, experiências de como conseguiram superar o ciclo de violência doméstica e retomada das rotinas diárias. Esses relatos, mediados pela equipe técnica psicossocial, incentivam e ajudam outras mulheres não só a minorar os impactos psicológicos, mas também a serem empreendedoras e buscarem autonomia financeira.
Casa da Mulher Brasileira
De acordo com Sônia Ribeiro, secretária da Coordenadoria da Mulher do TJAP, o diferencial desta ação em Oiapoque é a possibilidade da construção de uma Casa da Mulher Brasileira (CBM) na fronteira entre Brasil e a Guiana Francesa, um serviço do governo federal que oferece apoio a mulheres em situação de violência, em um espaço humanizado que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O espaço será destinado ao atendimento de mulheres do Oiapoque, brasileiras que residem no lado francês, bem como estrangeiras, para que todas recebam os atendimentos prestados pela CMB em todo o país. Durante a agenda realizada no município, a comitiva da Coordenadoria da Mulher percorreu a Câmara de Vereadores e a Prefeitura Municipal para fazer essa intermediação para que seja feita a doação de terreno para a construção do espaço na região fronteiriça.
FONTE: TJAP, publicado em 14/03/2025, Texto: Carol Chaves, Fotos: Coordenadoria da Mulher/TJAP
